sexta-feira, 15 de julho de 2005

Futebol

Várias pessoas me perguntam pq eu deixei de ir aos estádios. Para uma corinthiana fanática como sempre fui, isso era algo praticamente impossível de acontecer, mas aconteceu.
De todos os jogos, fora ou dentro de casa, em São Paulo ou em outro estado, lá estava eu gritado, torcendo, chorando fosse de alegria ou de tristeza... depois, passei a ir apenas nos jogos em São Paulo, que depois tornaram-se apenas em jogos nos finais de semana, depois só jogos importantes... e hj sou a torcedora de radinho, aquele tipo de torcedor que eu sempre disse que não era torcedor.
Mas pq isso aconteceu? Tenho diversos argumentos: o futebol mudou, as torcidas mudaram, minha vida mudou, meus valores mudaram, mas principalmente pq a violência aumentou.
Não que não existisse violência qdo eu comecei a frequentar a Gaviões em 1990, mas as brigas aconteciam na hora do jogo, motivadas pela paixão. Depois o sufoco passou a ser chegar e sair do estádio. Porém hoje, já não podemos vestir a camisa do clube que amamos pq corremos o risco de morrer.
Não acho que isso seja ato de torcida organizada. A torcida não faz isso, pelo menos a Gaviões não manda ninguém matar ninguém por torcer para outro time.
Quem age assim, age pq quer e pronto, usa o futebol como estopim, da mesma forma que usaria numa discussão de trânsito ou outra situação.
Sinto falta das caravanas, daquelas estradas tomadas por carros com bandeiras, de chegar no estádio horas antes do jogo e beber com os amigos, de sair do estádio e parar numa pizzaria para discutir a partida... foram 12 anos maravilhosos que guardarei no coração e que infelizmente acredito que não se repetirão.
Continuo sendo corinthiana mas, acima de tudo, amo a minha vida.

6 comentários:

  1. Eu tb gostava muito de futebol, mas quando na copa de 98 em que surgiram muitas teorias da conspiração, acabei abraçando algumas e me decepcionei muito com o futebol. Na copa de 2002, houve jogos na madrugada que eu nem sequer animei acordar pra assistir. O futebol nacional caiu junto com a seleção. Sou flamenguista, se é que ainda posso me chamar assim. A única hora que animo a ver um jogo, é quando passa na Globo e eu to vendo TV, caso contrário, nem vou atrás.. Nomes de jogadores?? Poucos.. pra quem antes sabia todos, já era.. A violência é outro fator tb.. será que um dia o futebol acabará??

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  2. Parece que no futebol atual a única coisa que existe é o lado comercial, o dinheiro que as pessoas envolvidas ganham, sejam ganhando ou perdendo uma partida, hoje se vê muito pouco o jogador que abraça o time, viraram um profissional qualquer, vão onde está o dinheiro, não que estejam errados em procurar um futuro melhor, mas o que está em jogo é a paixão de muitos, fora a corrupção que aflora cada vez mais.
    Em relação a violência, sou da opinião que o que existe mais é a torcida do contra, se não é o MEU time, nenhum outro time próximo pode ganhar, eu não posso suportar a felicidade do torcedor vitorioso, já pensou a humilhação, o cara que trabalha na mesa do lado vai me sacanear o dia todo, mas se ele perder eu fico por cima, então gera-se essa raiva onde como você falou, não se pode ter o orgulho de usar a camisa do time do coração devido ao risco de ser agredido.
    Quanto a ir ao estádio, aqui em Jundiaí moro perto do estádio do Paulista e fui em dois dos jogos da Copa do Brasil e pude constatar, que pelo menos aqui, a coisa é mais tranquila, vi várias mulheres e crianças e não vi nenhum problema exceto a entrada no estádio que é bem afunilada. Não sei como seria se fosse algum jogo contra os grandes de São Paulo.
    Sou flamengo igual ao amigo acima, e isso já é suficiente para não ter vontade de acompanhar o que acontece no futebol, então as quartas vou ao cinema.

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  3. Bom, Sheylinha, eu assim como vc vivi os bons tempos da Gaviões da Fiel, a época em que saíamos para os jogos nos ônibus que partiam da sede do Clube. Também fui muitas vezes durante a semana ver jogos em Mogi Mirim, Bragaança, Ribeirão Preto... era uma festa, íamos aos jogos e voltávamos de madrugada, acordando cedinho pra ir trabalhar, sem reclamar.
    Hoje em dia isso tá impossível, eu assisti a todas as finais de Brasileiros que o Timão ganhou, e em 1998 e 1999 as coisas já estavam feias... depois piorou mais ainda, e hoje nem estacionar o carro próximo ao estádio podemos, sem correr o risco de perdê-lo.
    Resumindo, hoje eu ainda vou aos jogos (o último foi aquela palhaçada contra o Cianorte, que vc já definiu tão bem por aqui), mas vou apenas com o dinheiro contado no bolso e o celular escondido na meia para usar em caso de emergência.
    Bom, podia ser pior, eu não sou flamenguista..... (risos, muitos risos)

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  4. Fui pra Minas em 98 e 99, e só eu sei o que passei tanto na ida qto na volta...
    É triste, dá saudade... mas ao mesmo tempo não sinto vontade nenuma de voltar. Talvez pq saiba que o futeboll jamais voltará a ser o mesmo.

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  5. Sheila, ainda bem q vc abriu os olhos, porque estar no meio desta torcida de índios não dá. kkkkkkkkkk { brincadeirinha, sou Santista, mas não tenho absolutamente nada contra os corinthianos }. Bem já que vc mora em Santos aproveita e começa a frequentar a Vila Belmiro, e assista aos jogos da Seleção do Santos de Giovanni, Ricardinho etc...
    Quem sabe vc percebe o amor reprimido que existe em vc pelo glorioso Santos fc !

    bjs...

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  6. O problema não é o time e sim o ambiente. Na Vila, por serem ruas pequenas, a probabilidade de incidentes é muito maior, inclusive "assassinatos"... lamentavelmente.

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