Apesar de a morte ser a única certeza que nós temos desde a hora que chegamos à Terra, não estamos preprarados para nos despedir.
Nem mesmo aqueles que acreditam que existe vida após a morte aceitam bem a notícia. Claro que tudo depende da situação, das forma como acontece, porém definitivamente o ser humano não está preparado.
Mas o que mais me incomoda neste assunto, é o velório. Alguém sabe me explicar por quê ou pra quê existe velório?
Ontem eu e o Chico estávamos conversando sobre isso e ele, apesar de não conseguir me responder, acha normal e entende. Mas eu não.
Calma, nós não somos malucos. É que ontem aconteceram fatos na família e ficamos conversando sobre a fragilidade da vida, da dor dos que ficam, etc.
Pra começar, eu acho que nem deveria existir cemitério, ponto. O que tem ali naquelas lápides? NADA. Aquelas pessoas que foram enterradas não estão ali.
É muito mais válido vc ficar olhando pruma foto, que ir até um cemitério cheio de energias diversas.
Na minha opinião, assim que houvesse o reconhecimento, a pessoa responsável deveria assinar um documento, os médicos retirariam os órgãos aproveitáveis (sim, deveria ser obrigatório) e cremar. Depois a família levaria o pozinho pra fazer o que bem entedesse.
Algumas pessoas podem discordar, mas acredito que, além de menos doloroso para a família, seria muito mais econômico.
É muito melhor ter a lembrança daquela pessoa querida viva, que guardar a imagem da pessoa dentro de uma caixão, muitas vezes até deformada.
É assim que penso, e é assim que gostaria que fosse na minha hora de partir.
quinta-feira, 16 de junho de 2005
Coisas que não entendo
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É Sheylinha, assim como o Chico, e como conversamos ontem, tb não sei lhe responder a real necessidade do velório.
ResponderExcluirTb concordo que na grande maioria das vezes são momentos muito penosos pros familiares, e pelo pouco conhecimento q tenho da espiritualidade, acredito tb não ser muito positivo praquele que está partindo. Imagina ver ou sentir a dor e sofrimento de quem tanto amamos velando nosso corpo quando é chegada a hora da partida ???
Mas por outro lado, é um "ritual" que nos acompanha geração após geração, e acho q se algo tiver que mudar que tenha que partir do desejo de cada um de nós, assim como vc já deixou claro o seu desejo.
Algumas pessoas que não têm multiply me responderam que é a forma das pessoas que ficam se depedir, ou até mesmo aceitar... o famoso "ver para crer". Mas eu acho que as pessoas vão se despedir de algo que não existe mais...
ResponderExcluirPode, e deve, existir a confraternização, ou seja, a pessoas se reuniriam com os famíliares numa igreja, templo... ou o que a religião mandar... orariam, mas sem o corpo presente.
É Sheyla!!!
ResponderExcluirPara os amigos é o ver para quer mesmo, por isso a presenca do corpo. Para os familiares e os mais íntimos isso serve para q ñ se tranquem em suas vidinhas e fiquem lá até definhar-se. Com os preparativos e etc as pessoas ficam atarefadas e se distraem com os preparativos ñ se trancando num quarto (por ex o q poderia ocorrer) e caindo em depressao profunda. Isso ajuda no momento em q o sentimento de perda está mais crítico (primeiras horas). Acredito q depois desta fase os riscos de depressao e suicídio (por q ñ) devem baixar um pouco. Cheguei a estas conclusoes a algum tempo pq me incomodava o comentário de q japones "faz festa" qdo alguem morre. Na verdade ñ é uma festa e sim uma forma de agradecer as pessoas q vieram a cerimonia (missa ou cremacao). Com o tempo juntei as pecas, o trabalho q tinhamos para preparar a refeicao para x convidados q estavam lá na missa e q viriam todos para o salao onde estavamos em poucos minutos nos tomava um grande esforco q envolvia todos os familiares e ñ deixava espaco para pensamentos "ruins". Acho q é por aí. Tb acredito q o corpo q está lá é apenas um corpo e nada mais e só serve para q os amigos se despidam do morto. Na realidade toda a cerimonia é feita para os vivos mesmo. Ñ adianta fazermos nada depois q a pessoa morreu. Estaremos fazendo para nós mesmos e ñ para o morto. Bom, esta é minha opiniao rss. Desculpe a falta de cedilha e acentos. É q estou no Chile.
Também não gosto de velório, acho que é um prolongador de sofrimento para os que estão vivos, mas ao meu ver é necessário um tempo, para que, aqueles que tiveram um contato ou convívio com a pessoa morta, possam vir vê-la, e prestar uma última homenagem ou mostrar as suas condolências a família. Não se esqueças que tudo isso também faz parte de uma cultura que está enraizada a séculos, não foi algo que foi inventado na década passada. O cemitério é conseqüência dessa cultura e as lembranças são exatamente devido ao último contato então tem um forte sentimento embutido. Quanto a cremar não sei se seria tão mais econômico assim, então não posso afirmar.
ResponderExcluirBem, o principal é guardar com carinho os momentos bons das pessoas que se vão e independente de onde estão.
Seu cpomnetário me explicou, de uma certa forma, o que os americanos fazem... entre morte, velório e enterro leva uma semana e depois ainda têm que receber aquele povo todo na sua casa...
ResponderExcluirMas taí Sérgio... prestar uma homenagem a quem não está lá? Então, mais uma vez mostra que é desnecessário.
ResponderExcluirQto a cultura, o velório existia antes para se certificar de que o morto tava realmente morto. Hj, se estiver vivo, morre com os cortes que são feitos na autópsia.
No meu exemplo, em resposta a Lucilene, essas homenagens e consolêscencias à família, são super válidas, mas poderiam ser prestadas num local mais apropriado como uma missa, culto ou algo que represente a religião na data de falecimento.
Em setembro passado de repente sem mais nem menos minha melhor amiga teve um aneurisma entrou em coma e 3 dias depois foi decretada morte cerebral, ficou "viva" ligada a aparelhos por 10 dias, e no meu egoismo de não querer acreditar, ou seria minha esperança de que um milagre acontecesse eu ia ao hospital todos os dias pra conversar com ela, ficar com ela, foram os piores dias da minha vida, a UTI vivia lotada de amigos que como eu não queriam acreditar, qdo finalmente D-us a levou, foi mais um choque, pois nem ir no hospital ve-la dormindo nos podiamos mais, no dia do velorio eu ja nao tinha mais lagrimas, não consegui chorar. E em novembro no dia de Finados o que antes era apenas mais um feriado pra mim teve um significado diferente, eu sempre critiquei as enormes filas, os preços altos das flores, nao entendia o pque de se ir ao cemiterio. Eu fui, levei flores, paguei caro pra estacionar, peguei fila, me perdi pra conseguir encontrar o tumulo, mas precisava ir, precisava chorar, rezar, agradecer pela amizade dela, precisava estar la, queria que ela soubesse que me importo, que ainda doi, que vai doer muito ainda, não questiono mais, desisti, mas gosto de saber que posso ir la onde "ela esta" de vez em qdo pra por o papo em dia.
ResponderExcluirNossa até q enfim uma pessoa concorda comigo.
ResponderExcluirConcordo q não deveria haver velório, quanto sofrimento... por nada...
Concordo sobre o cemitério, concordo sobre os orgãos, e sobre cremação...
enfim, concordo em nº, genero e grau.
Bjs